Exposição – O Jardim das Utopias de Françoise Schein com o Centro Cultural de Strombeek
Exposição de 5 de junho a 28 de agosto de 2026 – Inauguração em 5 de junho de 2026.
A artista belga Françoise Schein concebe, em colaboração com os habitantes do bairro de Strombeek, “O Jardim das Utopias”: uma longa mesa será instalada na nova zona pedonal. Durante os meses de verão, o espaço em frente ao centro cultural tornar-se-á um lugar propício ao diálogo, onde moradores, passantes e visitantes se reunirão em torno de uma obra de arte que convida tanto à reflexão quanto à participação.
A inauguração festiva terá lugar no dia 5 de junho e coincidirá com a abertura de “(H)eden”, a exposição retrospectiva bienal dos ateliês de artes plásticas do centro cultural. Em agosto, o banquete ocupará um lugar central durante o Strombeach, uma iniciativa da Viva1853 que transforma anualmente a praça da comuna numa praia repleta de atividades organizadas por e para os habitantes de Strombeek.
O Jardim das Utopias dá continuidade à investigação de Schein sobre a forma como a arte pode criar ligações entre as pessoas e transformar os espaços públicos em lugares de memória, atenção e cuidado. O seu trabalho procura traduzir a utopia em ações concretas, à semelhança de um jardim cultivado com paciência, estação após estação. A mesa é realizada com a ajuda de cerca de vinte moradores. Em oficinas com a artista, os azulejos de cerâmica coloridos que compõem o tampo são concebidos, pintados e cozidos. Em conjunto, estas contribuições individuais formam uma narrativa coletiva, como um jardim comum que ganha forma através de diferentes mãos e vozes, onde as utopias se concretizam.
O Jardim das Utopias transforma a praça num espaço de vida partilhado: uma espécie de “jardim das relações”, onde a arte se torna um meio quotidiano de diálogo entre o centro cultural, o bairro e os seus habitantes. Aqui, a utopia não é uma ideia vaga ou perfeita, mas algo que se constrói em conjunto. As opiniões divergentes e as experiências pessoais e coletivas apenas enriquecem este “terreno” comum.
A mesa comum torna-se uma espécie de jardim deitado, simultaneamente simbólico e real. Cada azulejo pintado pelos habitantes funciona como uma semente. Em conjunto, estas contribuições formam uma paisagem diversa, que mostra como uma forma de vida comunitária mais inclusiva, mais atenta e mais sustentável é possível. Assim, a obra transforma o espaço público num lugar vivo que não cessa de crescer e evoluir. A utopia toma forma ao fazer, ao partilhar e ao criar em conjunto.
